Gosto demais deste poema de Vinicius de Moraes. No entanto, como é um pouco extenso, quero dividir com vocês, pelo menos a última parte.
"...
Que a mulher seja em princípio alta
Ou caso baixa, que tenha a altitude mental dos altos píncaros
Ah, que a mulher dê sempre a impressão de que se fechar os olhos
Ao abrí-los ela não mais estará presente
Com o seu sorriso e suas tramas
Que ela surja, não venha, parta, não vá
E que possua uma certa capacidade de emudecer súbitamente e nos fazer beber
O fel da dúvida. Oh, sobretudo
Que ela não perca nunca, não importa em que mundo
Não importa em que circunstâncias, a sua infinita volubilidade
De pássaro; e que acariciada no fundo de si mesma
Transforme-se em fera sem perder sua graça de ave; e que exale sempre
O impossível perfume; e destile sempre
O embriagante mel; e cante sempre o inaudível canto
Da sua combustão; e não deixe de ser nunca a eterna dançarina
Do efêmero; e em sua incalculável imperfeição
Constitua a coisa mais bela e mais perfeita de toda a criação inumerável."
quarta-feira, 28 de abril de 2010
domingo, 25 de abril de 2010
"Serial Killer"de Gatos
Hoje, quando acordei, tive um "insight"; deve existir alguém por aí pensando que sou uma cruel assassina de gatos, logo eu que os amo tanto. Quando morávamos em Cuiabá, tínhamos uma casa enorme, com um lindo jardim de plantas ornamentais e frutíferas. Um dia apareceu por lá um gato de rua, com presas enormes e visíveis sinais de longos anos de luta pela sobrevivência. Veio com jeito de que moraria conosco, embora extremamente arisco. Como entendo a psicologia felina, pedi que ninguém tentasse tocá-lo, apenas que fosse bem alimentado. Quem conhece o sabor da conquista por merecimento pode entender a alegria que senti quando um dia, enquanto estava sentada na varanda, ele veio sutilmente, esfregou-se em minhas pernas e concedeu-me o privilégio de alisar as suas costas. Em poucos dias nós o encontramos morto. Resolvi enterrá-lo debaixo de uma frondosa mangueira. Logo começaram a aparecer gatos vira-latas idosos ou muito doentes, que transformaram minha casa num asilo. Eram cuidados até a morte e fiz da sombra da mangueira um cemitério. Quando nos mudamos de lá, tive o desprazer de ver todo o jardim arrancado, inclusive a bela mangueira, pois os novos donos não gostavam de plantas. Hoje fiquei imaginando a reação deles se encontraram um monte de esqueletos de gatos enterrados no mesmo lugar. É possível que tenham pensado que eu matava os gatos que entravam na minha casa, quem sabe em rituais macabros!...Credo!...
sexta-feira, 23 de abril de 2010
Agnosticismo
Nasci em família protestante, mais precisamente presbiteriana. Estudei sempre em colégio católico. Criança li toda a Biblia, impulsionada pelo imenso desejo de decifrar aquilo que as religiões não podiam me explicar. Assim, além das religiões mencionadas, pesquisei profundamente o espiritismo, li sobre o budismo, o islamismo e todas as seitas e segmentos que abordavam o assunto. Só depois dos cinquenta anos tornei-me agnóstica e interrompi a frenética procura. Descobri que só posso saber com certeza de duas coisas: 1-existe uma força suprema que rege todo o universo; 2-sou tão pequena que nunca vou alcançar os seus mistérios. Portanto, resolvi que cabe a mim apenas viver cada momento, seguindo a ética da minha consciência, que não por acaso, coincide com os princípios básicos de todas as religiões. Acho que a dor extrema me ensinou isso. Finalmente serenei.
segunda-feira, 12 de abril de 2010
Madrugadas Tragicômicas
Meu amado sofre (também) do Mal de Parkinson. A doença já está num estágio avançado. Não sei se por ela ou por efeito colateral do remédio, ou porque o sonambulismo da juventude voltou de uma forma diferente, as nossas madrugadas são agitadas. Vou contar o roteiro da noite que passou. Pouco depois das três horas ele me acorda e diz carinhosamente: -Bom dia, meu amor! Como tenho dificuldade em recuperar o sono, ainda estou acordada, quando novamente sou tocada e ouço: -Boa noite, meu amor! Um pouco mais tarde e já insone, ouço a pergunta: -Hoje é segunda ou terça? Respondo: -É segunda, meu bem! Daí a pouco ele me pede para fazer "conchinha", um hábito que cultivamos durante todos esses mais de trinta anos, mas de manhã, não às quatro e pouco da madrugada. Me encaixo, e enquanto ele ressona e balbucia, eu espero o dia amanhecer e faço o *jogo do contente*; que bom que ele está vivo para fazer isso! Depois do almoço eu durmo!
A Avó Que Subiu no Telhado
Imaginei que todo mundo conhecia a história do *gato que subiu no telhado*. No ano passado, depois de receber um telefonema de uma cunhada que mora em Belo Horizonte, liguei para minha filha Carol:
-Ôi filha, tudo bem? Pois é, eu tenho uma notícia para te dar, que infelizmente não é muito agradável;
-Credo, mamãe, o que aconteceu? Papai está bem?
-Não se preocupe, ele está bem, mas a sua avó, a mãe dele(não disse o nome, porque as duas avós são homônimas), subiu no telhado;
-O quê? mamãe, você está bem? Como a vovó, com mais de noventa anos e na cadeira de rodas ia subir no telhado?
-Na verdade, depois eu ia dizer que ela caiu do telhado!
-Agora eu que estou cada vez mais preocupada com você. Como vovó ia cair do telhado se ela nem mesmo consegue subir?
Então percebi que eu fui infeliz na escolha da abordagem e contei sem anestesia, que a avó havia
falecido. Essa é Marta, bem intencionada, mas nem sempre bem sucedida.
-Ôi filha, tudo bem? Pois é, eu tenho uma notícia para te dar, que infelizmente não é muito agradável;
-Credo, mamãe, o que aconteceu? Papai está bem?
-Não se preocupe, ele está bem, mas a sua avó, a mãe dele(não disse o nome, porque as duas avós são homônimas), subiu no telhado;
-O quê? mamãe, você está bem? Como a vovó, com mais de noventa anos e na cadeira de rodas ia subir no telhado?
-Na verdade, depois eu ia dizer que ela caiu do telhado!
-Agora eu que estou cada vez mais preocupada com você. Como vovó ia cair do telhado se ela nem mesmo consegue subir?
Então percebi que eu fui infeliz na escolha da abordagem e contei sem anestesia, que a avó havia
falecido. Essa é Marta, bem intencionada, mas nem sempre bem sucedida.
segunda-feira, 29 de março de 2010
Dividindo...
Ôi. Sabem porque escolhi este nome para o meu blog? Lógico que sabem. Eu pretendo fazer cumprir o destino deste instrumento virtual: escrever e dividir as minhas vivências, as coisas alegres, as divertidas, e, porque não, as minhas tristezas. Para mim amigo é o que ri e o que chora com a gente. Quando fiz a última postagem, eu tinha encontrado no meu caderno de notas aquele poeminha despretencioso que eu escrevi num dia de muito amor. No momento em que li, abriu-se a ferida que me esforço para cicatrizar, e eu não consegui segurar as lágrimas. Ao dividir a minha dor com vocês, mostrei o meu lado frágil e fiz um desabafo no ombro de amigos.
É dividindo que aliviamos o peso do fardo. Obrigada a quem leu e entendeu. Até breve!
É dividindo que aliviamos o peso do fardo. Obrigada a quem leu e entendeu. Até breve!
quarta-feira, 24 de março de 2010
Nina
Eu tenho uma bolinha de pelos, morna cheirosa e macia.Quase sempre ela se enrosca, para preparar sua magia.
Aí cheiro sua barriga, que ela oferece descarada; sinto o seu perfume, coço o seu pescoço,
sussurro em seu ouvido e ela ronrona de amor.
Nina meu anjo felino, meu doce pedaço de vida, minha gatinha-flor.
Ps. Escrevi isto quando ela ainda estava viva. No momento as lágrimas escorrem pelo meu rosto,
porque mesmo depois de tantos meses, ainda dói muito. Nina, mamãe te ama.
segunda-feira, 22 de março de 2010
O Jogo do Contente
Eu tive a sorte de ler um livro chamado Pollyanna (o clássico), de uma escritora chamada Eleanor H. Porter. Trata-se de literatura infanto-juvenil que li quando já adulta, o que fez com que eu compreendesse e valorizasse o sentido de tudo, que resume-se no Jogo do Contente.
Pode parecer piegas, mas esse foi possívelmente o maior estímulo que tive para enfrentar as adversidades e talvez a maioria das pessoas faça o jogo, sem saber que o faz. O livro foi escrito em 1.913 e conta a história de uma menininha orfã. Quem me conhece sabe que não sou meiguinha. No entanto acredito com sinceridade, que toda criança, jovem ou adulto, de qualquer sexo, deve e precisa ler esse livro. Quando você começar a fazer o Jogo, tenho certeza que os seus problemas serão vistos por você sob uma ótica diferente. Pode acreditar, é uma terapia e tanto, num singelo livrinho. Eu desejo que todos sejam felizes, ou que pelo menos sintam-se confortados. Um beijo. Não no coração, que não sou canibal (Rsrsrsrsrsrs...)
Pode parecer piegas, mas esse foi possívelmente o maior estímulo que tive para enfrentar as adversidades e talvez a maioria das pessoas faça o jogo, sem saber que o faz. O livro foi escrito em 1.913 e conta a história de uma menininha orfã. Quem me conhece sabe que não sou meiguinha. No entanto acredito com sinceridade, que toda criança, jovem ou adulto, de qualquer sexo, deve e precisa ler esse livro. Quando você começar a fazer o Jogo, tenho certeza que os seus problemas serão vistos por você sob uma ótica diferente. Pode acreditar, é uma terapia e tanto, num singelo livrinho. Eu desejo que todos sejam felizes, ou que pelo menos sintam-se confortados. Um beijo. Não no coração, que não sou canibal (Rsrsrsrsrsrs...)
quinta-feira, 18 de março de 2010
Um Quase Atentado ao Pudor - II
Continuando. Tarde da noite, eis que estávamos meu marido e eu vendo um filme na TV quando o inesperado acontece. Primeiro devo descrever o cenário: uma sala com uma estante de parede inteira, na frente de um sofá grande e confortável, que por sua vez ficava encostado a uma janela.
Esta dava para um corredor estreito e o muro da casa. Do outro lado um terreno vago.
Conseguiram visualizar? Como o filme era muito bom, eu me distraí do objeto de minhas alegrias e dores, que pegou no sono. De repente, ele se levanta e, como um raio, pula na janela, numa performance digna de atletas olímpicos pula no muro e do muro no chão. Só tive tempo de subir na janela e vê-lo subir a rua correndo em disparada, apenas de cuecas. De camisola mesmo, pois eu não sabia onde ele ia parar, abri a porta da sala, destranquei o portão e saí correndo atrás. Mas aí ele já tinha desaparecido de minhas vistas. Corri por alguns quarteirões em desespero, quando encontrei-o voltando para casa, tentando esconder-se nas sombras, já acordado. Dessa vez estava "tentando pegar um ladrão que ele surpreendera na nossa casa". Por isso digo que viver com esse homem é oscilar entre o inferno e o paraíso. Dá pra não rir depois? E o melhor é que ele ri junto e ainda faz piada.
Esta dava para um corredor estreito e o muro da casa. Do outro lado um terreno vago.
Conseguiram visualizar? Como o filme era muito bom, eu me distraí do objeto de minhas alegrias e dores, que pegou no sono. De repente, ele se levanta e, como um raio, pula na janela, numa performance digna de atletas olímpicos pula no muro e do muro no chão. Só tive tempo de subir na janela e vê-lo subir a rua correndo em disparada, apenas de cuecas. De camisola mesmo, pois eu não sabia onde ele ia parar, abri a porta da sala, destranquei o portão e saí correndo atrás. Mas aí ele já tinha desaparecido de minhas vistas. Corri por alguns quarteirões em desespero, quando encontrei-o voltando para casa, tentando esconder-se nas sombras, já acordado. Dessa vez estava "tentando pegar um ladrão que ele surpreendera na nossa casa". Por isso digo que viver com esse homem é oscilar entre o inferno e o paraíso. Dá pra não rir depois? E o melhor é que ele ri junto e ainda faz piada.
segunda-feira, 15 de março de 2010
O Que é Pedofilia?
Se alguém vê um pai seminu abraçando e beijando na boca a filha de 15 anos vai pensar o que? Eu acho que vai considerar como pedofilia e chamar a polícia. Posso até ser retrógrada, mas eu agiria assim. Agora mudemos o quadro. Uma mãe nas mesmas condições, com um filho da mesma idade. Aí a coisa muda? Até autoridades defendem. Aceito um selinho entre pais e filhos noutro contexto, onde é perceptível única e exclusivamente a genuína demonstração de afeto. Não é difícil diferenciar o inocente do malicioso. Salta aos olhos.
quinta-feira, 11 de março de 2010
Terrível Engano
Acabo de receber um telefonema de minha filha, alertando para um erro na minha postagem de ontem. Eu disse que tenho 58 anos e ela "lembrou-me" que na verdade, eu tenho 35.
Sendo assim, ela nasceu quando eu tinha 16 anos, o que faz com que ela hoje tenha 19 anos. Entenderam o raciocínio? Assim está bom para você Carolzinha? Querendo, eu acho que dá para tirar mais uns dois anos. Mamãe te ama viu?
Sendo assim, ela nasceu quando eu tinha 16 anos, o que faz com que ela hoje tenha 19 anos. Entenderam o raciocínio? Assim está bom para você Carolzinha? Querendo, eu acho que dá para tirar mais uns dois anos. Mamãe te ama viu?
quarta-feira, 10 de março de 2010
Será Que Já Sou Idosa?
Na Idade Média, as pessoas eram consideradas velhas com 40 anos de idade; elas morriam muito cedo por causa das guerras, das péssimas condições sanitárias, da falta de antibióticos. Hoje, em pleno século XXI, estamos regredindo. Alguns anos atrás, a pessoa era considerada idosa com 65 anos; depois passaram para 60. Um dia desses, garanto que ouvi um repórter noticiar o assalto sofrido por uma "idosa"(palavra dele), de 54 anos!!!... Chamarem de idosas pessoas de 56, 58 anos já é relativamente comum. Gente, será que estou louca? Agora que a medicina está hiper adiantada, temos remédios e vitaminas, exercícios, recursos estéticos dos mais diversos, estamos andando para trás? Vocês aí que estão beirando os 40, tratem de ficar espertos, porque a água já está batendo nos seus pés. Digam a verdade: com meus 58 anos posso ser considerada idosa? E olha que vocês ainda não me viram de biquini!(Ha, ha, ha, ha...) Beijos.
terça-feira, 9 de março de 2010
Etiqueta na Internet
Queridas pessoas. Nem sei se tenho cacife para falar desse assunto, pois ainda estou engatinhando na Internet, como alguns de vocês. Por isso só vou falar de duas ou tres coisinhas, das quais tenho certeza. Em primeiro lugar, quero avisar que escrever toda a palavra, toda a frase, ou todo o texto em letras maiúsculas, em Internetês significa que você está gritando com o destinatário. E se receber um e-mail pessoal de alguém que importa para você, responda logo, não deixe a pessoa esperando indefinidamente, a não ser por sério impedimento. Por último, por favor, leiam os e-mails recebidos, para não correr o risco do que me aconteceu essa semana; repassei uma mensagem que achei muito interessante e aproveitei para colocar um recadinho meu. Sabem que no outro dia recebi a mensagem de volta, que havia sido encaminhada para diversas pessoas (o que é outro tópico-a ocultação dos destinatários), com o meu recadinho lá. E a resposta? Nada. Hoje o assunto foi chato pra caramba, eu reconheço. Mas quero dizer que continuo amando e aguardando com ansiedade os e-mails de quem "grita" comigo e de quem não lê os meus recados. Beijos e "sorry".
domingo, 7 de março de 2010
A Revanche do Japonês
Ontem eu vi uma coisa curiosa. Saindo da av. Andaló e entrando na Saldanha Marinho, acho que na segunda esquina à direita, tem uma faixa de propaganda, garantindo que um "japa"(é assim que está escrito), tem um pastel de 30 cm. Tudo bem que o tal senhor sinta-se orgulhoso do tamanho do seu pastel, mas à noite estive conversando com algumas amigas e todas nós concordamos que 30 cm é muito, chega a ser indigesto. Entre um e outro, nós preferimos o tradicional, no tamanho certo das nossas necessidades. Desculpa seu japonês, mas o senhor está sendo muito exibido.
sexta-feira, 5 de março de 2010
Dúvida
Só uma perguntinha. Gostaria que alguém me explicasse. Se a velocidade máxima nas rodovias é de 110 km/h, porque os carros teem uma potência de mais de 200 km/h? Não evitaria um incontável número de acidentes se todos os carros saíssem de fábrica com a velocidade já controlada? Devo estar dizendo uma grande bobagem, pois seria uma solução muito óbvia, mas eu só quero entender.
A Importância do Sapato Certo
Dia desses a cardiologista pediu que eu fizesse um exame de esteira, apenas para checar se o coraçãozinho aqui continua OK, depois de tantos trancos. A assistente ressaltou que no dia eu deveria usar um sapato confortável.
Deduzi que confortável seria um tênis e tome a procurar no guarda-roupas da Carol, entre os objetos deixados para trás. Consegui encontrar um lindo, coloquei uma "legging", uma blusinha básica e lá fui eu, crente que ia arrasar, pois afinal, caminhar é comigo mesma. Já me imaginei num pódio hospitalar, ganhando uma medalha pelo melhor desempenho desde que a esteira foi inventada. Vocês conhecem o tamanho do meu ego.
Fiquei muito decepcionada quando, depois de poucos minutos, eu já não aguentava de dor nos joelhos, na panturrilha, nos dedos, até nas unhas dos pés, se é que isso é possível. Eu com cara de gato que perde o pulo e a moça gentil me consolando e dizendo que até que eu não tinha me saído tão mal assim(!!!).
Cheguei em casa e corri para telefonar para a Carol dizendo das minhas dores e da certeza que eu não havia sido aprovada no teste. De cara ela perguntou o que eu havia calçado. Contei dos tênis emprestados dela.
E ela: -Por que você usou tênis?
Eu: -porque falaram para que eu fosse com sapatos confortáveis!
Ela: -mamãe, você não está raciocinando? confortável para você é um salto de pelo menos dez centímetros!
Aí caiu a ficha. Da próxima vez, calço um belo "escarpin" e que ninguém me segure!...
Deduzi que confortável seria um tênis e tome a procurar no guarda-roupas da Carol, entre os objetos deixados para trás. Consegui encontrar um lindo, coloquei uma "legging", uma blusinha básica e lá fui eu, crente que ia arrasar, pois afinal, caminhar é comigo mesma. Já me imaginei num pódio hospitalar, ganhando uma medalha pelo melhor desempenho desde que a esteira foi inventada. Vocês conhecem o tamanho do meu ego.
Fiquei muito decepcionada quando, depois de poucos minutos, eu já não aguentava de dor nos joelhos, na panturrilha, nos dedos, até nas unhas dos pés, se é que isso é possível. Eu com cara de gato que perde o pulo e a moça gentil me consolando e dizendo que até que eu não tinha me saído tão mal assim(!!!).
Cheguei em casa e corri para telefonar para a Carol dizendo das minhas dores e da certeza que eu não havia sido aprovada no teste. De cara ela perguntou o que eu havia calçado. Contei dos tênis emprestados dela.
E ela: -Por que você usou tênis?
Eu: -porque falaram para que eu fosse com sapatos confortáveis!
Ela: -mamãe, você não está raciocinando? confortável para você é um salto de pelo menos dez centímetros!
Aí caiu a ficha. Da próxima vez, calço um belo "escarpin" e que ninguém me segure!...
quarta-feira, 3 de março de 2010
Maternidade Irresponsável
Meus queridos, hoje o assunto é muito sério. Devo falar de pessoas ignorantes e ou irresponsáveis, que estão despejando no mundo uma legião de crianças pobres, sem pai, ou com pais negligentes, crianças que já nascem desesperançadas.
Quando meu marido e eu achamos que era hora de ter um filho, embora nossa situação financeira fosse favorável, a primeira coisa que fizemos foi abrir uma "poupança-bebê".
Em seguida vieram os exames médicos para saber se estávamos saudáveis.
Hoje, infelizmente, mulheres a partir dos onze anos de idade cruzam (desculpem, mas acho que é a única aplicável para o caso) e procriam indiscriminadamente. Se questionadas, dizem que foi a vontade de Deus. Geeente! o milagre divino está na possibilidade da fecundação, na perpetuação das espécies. O momento da fecundação é outra história, que muitas vezes acontece até de maneira degradante.
E quem paga o preço desse engano? Nós, os sensatos.
Quando meu marido e eu achamos que era hora de ter um filho, embora nossa situação financeira fosse favorável, a primeira coisa que fizemos foi abrir uma "poupança-bebê".
Em seguida vieram os exames médicos para saber se estávamos saudáveis.
Hoje, infelizmente, mulheres a partir dos onze anos de idade cruzam (desculpem, mas acho que é a única aplicável para o caso) e procriam indiscriminadamente. Se questionadas, dizem que foi a vontade de Deus. Geeente! o milagre divino está na possibilidade da fecundação, na perpetuação das espécies. O momento da fecundação é outra história, que muitas vezes acontece até de maneira degradante.
E quem paga o preço desse engano? Nós, os sensatos.
terça-feira, 2 de março de 2010
Um Quase Atentado ao Pudor
Pois bem. Numa das primeiras vezes em que dormi com meu marido, acordei no meio da noite com ele me pegando no colo e dizendo suavemente: "-calma meu amor, que eu vou te tirar daqui!". Em seguida fui transportada a galope através do quarto, atravessamos o corredor, a sala. Eu não estava entendendo o que acontecia e nem do que estava sendo salva, mas
sabia que ambos estávamos totalmente nus e não poderíamos ir assim para a rua. Protestei com veemência, argumentando que só sairia se ele explicasse do que estávamos fugindo e vestíssemos alguma coisa. Aí ele acordou. Muito sem jeito disse que era sonâmbulo e que estava sonhando que a casa desabava. Ufa! essa passou perto! Mas ainda vou contar pra vocês da noite em que eu saí correndo atrás dele por mais de dois quarteirões, eu de camisola e ele de cuecas.
sabia que ambos estávamos totalmente nus e não poderíamos ir assim para a rua. Protestei com veemência, argumentando que só sairia se ele explicasse do que estávamos fugindo e vestíssemos alguma coisa. Aí ele acordou. Muito sem jeito disse que era sonâmbulo e que estava sonhando que a casa desabava. Ufa! essa passou perto! Mas ainda vou contar pra vocês da noite em que eu saí correndo atrás dele por mais de dois quarteirões, eu de camisola e ele de cuecas.
Sobre o Inferno Astral
A quem interessar possa, já fui informada de que para resolver o meu problema astral eu devo acessar http://sacdivino.org/. Já registrei a minha reclamação e aguardo providências.
segunda-feira, 1 de março de 2010
Xifópaga
Para quem não sabe, meu marido é deficiente físico e eu sou xifópaga. Agora explico: em decorrência de uma cirurgia, foi retirada parte do cerebelo e o nervo acústico esquerdo dele, o que fez com que seu equilíbrio se perdesse totalmente. Foi aí que eu virei xifópaga, pois ganhei um amado apêndice de 1.85 m. Como ele anda sempre apoiado em mim, eu também me desequilibro quando estou sozinha. Somos felizes. Primeiro porque estamos juntos e depois porque temos a Caroline, nossa filha maravilhosa, que nos dá suporte emocional a qualquer momento e ajuda física sempre que pode. Também contamos com muitos amigos queridos.
"C'est la vie"!
"C'est la vie"!
domingo, 28 de fevereiro de 2010
Inferno Astral
Ontem eu conversava com a minha querida amiga Heloísa, que só para constar, entre outras qualidades, faz o melhor doce de jaca do mundo. Funciona assim: nosso amigo Leandro dá a jaca, a Heloísa faz o doce e me premia com um potinho de pura delícia. Pois bem, o doce entrou na história por acaso. O fato é que ela me disse que seu inferno astral terminaria hoje, que é o aniversário dela. Aí eu perguntei pra ela com quem a gente devia falar para resolver esse tipo de asssunto, pois o meu inferno astral está durando quatro anos e acho que alguém perdeu a minha ficha e esqueceu.
Docemente, como é seu jeito, ela disse para falar com o meu anjo da guarda. Acontece que eu já falei com ele e com todo mundo que eu conhecia "lá em cima" e não adiantou.
Falei diretamente com o Chefe e também não resolveu. Se algum de vocês souber quem é responsável pelo setor de encerramento do inferno astral, por favor, interceda por mim. Antecipadamente agradeço.
Docemente, como é seu jeito, ela disse para falar com o meu anjo da guarda. Acontece que eu já falei com ele e com todo mundo que eu conhecia "lá em cima" e não adiantou.
Falei diretamente com o Chefe e também não resolveu. Se algum de vocês souber quem é responsável pelo setor de encerramento do inferno astral, por favor, interceda por mim. Antecipadamente agradeço.
sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010
Humanos caninos e felinos
Tenho uma teoria de que as pessoas teem preferencia por animais de estimação com a personalidade parecida com as suas: há humanos caninos e humanos felinos. Amo os gatos desde que me lembro e sou muito parecida com eles: só amo quem me ama, aos que não me amam, minha solene indiferença. Prezo acima de tudo a minha liberdade: que ninguém tente me impor qualquer coisa. Para os que privam do meu afeto estou sempre atenta e disponível, mas silenciosamente. Gosto de presentear, embora não seja ratos nem lagartixas(são alguns dos presentes que os gatos gostam de oferecer). Como os gatos, caio; mas sempre de pé. Miau para voces.
segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010
Tatuagens
Você tem tatuagens? eu tenho tres. Cada uma delas é especial e foi decidida com muita calma, para que jamais eu me arrependesse. Detalhe: todas foram feitas depois dos quarenta anos. Velha assanhada? -não, pois normalmente não se pode vê-las. Por que as fiz? -porque acredito que só na maturidade a mulher é dona do próprio corpo; não há pais nem mães para discordar, não há um futuro profissional que possa nos barrar, não há homens que coloquem seus ciumes e vontades acima das nossas. Por isso cara amiga (ou amigo, pois vale também para vocês), se teem esse desejo gritante ou mesmo sussurrante lá dentro de voces, agora é a hora. Liberdade!
Das vezes em que morri
Pra quem não sabe, fui Policial Federal. Aos 21 anos enfrentei mais de 12.000 candidatos de todo o Brasil e consegui ser classificada entre os duzentos primeiros lugares, embora na ocasião só tivesse completado o curso de magistério e fosse a única candidata que não cursava uma faculdade ou não tivesse curso superior. Me orgulho muito disso porque estudei sozinha, com livros e apostilas emprestados e nem mesmo eram específicos para o concurso. Estudei muito, treinei exaustivamente e consegui. Depois, com meu trabalho, fiz faculdade de Direito. Eu precisava registrar isso aqui. Em determinada época eu tinha um colega de trabalho que gostava muito de brincar com a sua arma enquanto estava em sua mesa. Às vezes apontava a arma para os colegas e ria do medo deles. A mim tratava com desdém por temer o seu símbolo fálico e sempre me irritar com seu manuseio irresponsável. Dizia que lugar de mulher era em casa e não na polícia, o que é bem típico de homens assim. Tínhamos sérias desavenças sobre isso, e, um dia, como era de se esperar, a arma disparou. Conforme a perícia, o tiro teria acertado a minha cabeça se no momento do fato eu estivesse na minha mesa. Pessoas presentes contaram que ele ficou extremamente pálido e trêmulo, apavorado com o fato de que eu poderia estar sentada ali. Estaria, se meu instinto não tivesse me afastado justamente nessa hora. Foi assustador entrar na sala e ver um buraco na parede atrás de onde estaria. Essa foi uma das vezes que flertei com a morte.
quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010
Ôbaaa...
Finalmente acabou o carnaval e eu voltei a ter acesso a outra das delícias da minha vida, que é abrir o e-mail e achar a caixa de entrada cheia. Adoro saber que os meus
amigos continuam a postos, generosos a ponto de dar notícias, fazer-me rir ou chorar,
tornar-me mais sábia ou um pouquinho mais ruim, pois isso às vezes é bom e necessá-
rio. Bem-vindos!...
amigos continuam a postos, generosos a ponto de dar notícias, fazer-me rir ou chorar,
tornar-me mais sábia ou um pouquinho mais ruim, pois isso às vezes é bom e necessá-
rio. Bem-vindos!...
quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010
Delícias
-Beber água, quando estou com muita sede;
-Fazer xixi, quando muito apertada;
-Cair na própria cama, quando tonta de sono;
-Cheirar cabeça de bebê e barriga de gato(barriga de cachorro também vale);
-Sexo com desejo;
-Feijoada;
-Vinho com os amigos;
-Dar presentes;
-Mergulhar os pés no rio ou no mar;
-Cheiro de terra molhada e de mato;
-Saber que sou importante para alguém;
-Comer pipoca com manteiga e coca-cola;
-Ouvir uma boa piada;
-Pequi com arroz, ou mesmo pequi com pequi;
-Frio (bem agasalhada);
-Música;
-Um bom livro;
-Torreeesmo!;
-Shoppings (mistura de bons odores, segurança e ar condicionado);
-Chorar de alegria;
-Dormir em paz com a consciência;
-Etc...etc...etc...
-Fazer xixi, quando muito apertada;
-Cair na própria cama, quando tonta de sono;
-Cheirar cabeça de bebê e barriga de gato(barriga de cachorro também vale);
-Sexo com desejo;
-Feijoada;
-Vinho com os amigos;
-Dar presentes;
-Mergulhar os pés no rio ou no mar;
-Cheiro de terra molhada e de mato;
-Saber que sou importante para alguém;
-Comer pipoca com manteiga e coca-cola;
-Ouvir uma boa piada;
-Pequi com arroz, ou mesmo pequi com pequi;
-Frio (bem agasalhada);
-Música;
-Um bom livro;
-Torreeesmo!;
-Shoppings (mistura de bons odores, segurança e ar condicionado);
-Chorar de alegria;
-Dormir em paz com a consciência;
-Etc...etc...etc...
terça-feira, 16 de fevereiro de 2010
Só Compra se Disser o Nome
Não sei se acontece com você, mas comigo é batata! Pronto, entreguei a idade. Quando entro numa loja e peço uma peça tal, número tal, o(a) vendedor(a), antes de qualquer coisa pergunta: -sim, mas qual o seu nome? Dois problemas: 1-não gosto de dizer meu nome para qualquer pessoa; 2-ando desconfiada de que agora todos os produtos veem de fábrica já direcionados: calça 38 para Joana, sapato preto 36 para Teresa, colar de pérolas para Cristina. Acho que é isso mesmo, pois geralmente quando digo meu nome, o produto está em falta. Tem uma Marta por aí, que tem as minhas medidas e é mais esperta, pois na maioria das vezes chega primeiro. Será que se eu arriscar um nome diferente cola?
Michael Jackson
Assisti finalmente, ao filme "This is it". Vou adiantar que sou fã incondicional de Michael e me acabei de chorar quando ele morreu.
O filme, como você sabe, mostra os bastidores dos ensaios da turnê mundial que ele faria. Mais uma vez fica evidente a genialidade dessa pessoa que fazia tudo com perfeccionismo e profundo conhecimento de tudo que envolvia sua arte.
Mas vi um Michael Jackson contido, segurando a voz e os movimentos.
Talvez ele já não estivesse tão bem de saúde. This is it.
Pole Dance
Dia desses, acordei meio "down". Como sempre encontro uma solução caseira, resolvi que precisava enxergar o mundo de cima. Solução feminina, conveniente e lógica: fui imediatamente a uma loja e pedi à atendente um par de sapatos de saltos bem altos. Candidamente, a gentil mocinha fez a pergunta da moda: -é para um evento? Aí o diabinho cutucou. No tempo em que eu olhava embasbacada para ela, porque você há de convir que a resposta para essa questão é complicada, pensei primeiro em dizer:
-não, querida, é que eu adoro dormir de saltos altos. Ou, -não,é que eu vou fazer "pole dance" no poste da esquina lá de casa!. Aí percebi que uma senhora de minha idade dançando a pole na rua, certamente seria O Evento. Desisti de responder e percebi que ela ficou aliviada, depois de tanto silêncio. Enfim, encontrei o sapato, (lindo por sinal) e saí por aí poderosa, no alto de 1.80 m.
-não, querida, é que eu adoro dormir de saltos altos. Ou, -não,é que eu vou fazer "pole dance" no poste da esquina lá de casa!. Aí percebi que uma senhora de minha idade dançando a pole na rua, certamente seria O Evento. Desisti de responder e percebi que ela ficou aliviada, depois de tanto silêncio. Enfim, encontrei o sapato, (lindo por sinal) e saí por aí poderosa, no alto de 1.80 m.
segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010
Start
Começo hoje a postar. Pretendo dividir coisas banais e coisas extraordinárias (porque elas acontecem muuito na minha vida, pode acreditar). Como a criatividade e os fatos são imprevisíveis, espero voltar em breve. Um abraço.
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